{"id":15055,"date":"2020-08-20T12:50:26","date_gmt":"2020-08-20T12:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/patrimonium.pt\/palaciosantos\/?page_id=15055"},"modified":"2022-01-04T16:17:16","modified_gmt":"2022-01-04T16:17:16","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/patrimonium.pt\/palaciosantos\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pal\u00e1cio de Santos\" width=\"1160\" height=\"653\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/w-q1Rrw65jQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O Pal\u00e1cio de Santos &#8211; Embaixada de Fran\u00e7a em Portugal \u00e9 um dos mais belos e importantes pal\u00e1cios de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00eddo entre os s\u00e9culos XVII e XVIII pela fam\u00edlia Lancastre, o Pal\u00e1cio resistiu ao Terramoto de 1755, preservando assim aspectos \u00fanicos do barroco portugu\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XVIII recebeu novas campanhas de obras, nomeadamente nas duas grandes salas de recep\u00e7\u00e3o, a sala da m\u00fasica e o grande sal\u00e3o, que comunicam com o jardim.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria deste pal\u00e1cio e lugar remonta \u00e0s origens da cidade de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo IV os irm\u00e3os Ver\u00edssimo, M\u00e1xima e J\u00falia s\u00e3o v\u00edtimas das persegui\u00e7\u00f5es do imperador Diocleciano, sendo martirizados, mortos e os seus corpos atirados ao rio que \u201cpor milagre\u201d d\u00e3o \u00e0 costa &#8211; assim os fi\u00e9is de Lisboa puderam sepult\u00e1-los e construir nesse lugar \u00e0 margem do Tejo uma primitiva capela em seu nome. Esta ter\u00e1 sido destru\u00edda, mas ap\u00f3s a conquista da cidade aos mouros em 1147, Dom Afonso Henriques manda erguer uma nova ermida em venera\u00e7\u00e3o dos primeiros crist\u00e3os m\u00e1rtires da cidade, no local onde se encontra o pal\u00e1cio que ficou, por esta raz\u00e3o, chamado o Pal\u00e1cio de Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse local nascer\u00e1 um convento que no s\u00e9culo XV \u00e9 transformado em resid\u00eancia palaciana. Esta passar\u00e1 posteriormente para \u00e0 posse da fam\u00edlia Real \u2013 o Rei D. Manuel I, construtor do Mosteiro dos Jer\u00f3nimos, gostava de se retirar para este lugar, assim como o seu neto D. Sebasti\u00e3o que, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, tomou no jardim deste pal\u00e1cio, na mesa de pedra que l\u00e1 se encontra, a sua \u00faltima refei\u00e7\u00e3o antes de partir para a fat\u00eddica batalha de Alc\u00e1cer Quibir.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas quem vai moldar este pal\u00e1cio tal como o conhecemos hoje s\u00e3o os irm\u00e3os Lancastre, Lu\u00eds e Jos\u00e9, herdeiros do antigo pal\u00e1cio que encomendam no s\u00e9culo XVII uma grande campanha de obras a Jo\u00e3o Antunes, arquitecto introdutor da linguagem do barroco italiano em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor de obras como a Igreja de Santa Engr\u00e1cia, actual Pante\u00e3o Nacional, ou da Igreja do Menino de Deus, sua derradeira obra, Jo\u00e3o Antunes vai conceber um pal\u00e1cio que procura tirar partido n\u00e3o apenas da sua proximidade com o rio e assim da boa acessibilidade, mas tamb\u00e9m das belas vistas e ares puros que este lugar proporciona.<\/p>\n\n\n\n<p>Cria ent\u00e3o um edif\u00edcio em \u201cT\u201d, favorecido por um jardim, sendo igualmente deste per\u00edodo construtivo o alpendre, a capela, a sala das porcelanas e a <em>sala vaga<\/em> \u2013 vest\u00edbulo, este \u00faltimo encimado pelas armas dos Lancastre, uma deriva\u00e7\u00e3o das armas reais de Portugal pela sua descend\u00eancia de D. Jo\u00e3o II.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A capela, de pequenas dimens\u00f5es, \u00e9 uma j\u00f3ia do barroco portugu\u00eas, numa perfeita combina\u00e7\u00e3o entre talha dourada, pintura e azulejaria. A pintura ao centro do altar representa uma da <em>Crucifica\u00e7\u00e3o<\/em> atribu\u00edda a Amaro do Vale, e forrando as paredes e tectos encontram-se v\u00e1rias cenas evang\u00e9licas, santos e santas, entre eles est\u00e3o representados os tr\u00eas irm\u00e3os m\u00e1rtires, de escolas de pintura portuguesas e espanholas. Na sacristia encontra-se uma curiosa combina\u00e7\u00e3o azulejar, iniciada pelo \u201cAnjo do Sil\u00eancio\u201d e seguida pelo \u201cn\u00f3 da alian\u00e7a\u201d, culminando numa composi\u00e7\u00e3o da artista Helena Vieira da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m neste per\u00edodo constru\u00eddo o que \u00e9 considerado o ex-libris do pal\u00e1cio a n\u00edvel mundial: um tecto piramidal, em madeira talhada, preenchido com 267 pratos de porcelana da China. O seu extraordin\u00e1rio efeito c\u00e9nico tanto impressionou quem o viu na altura como ainda o hoje o faz. Al\u00e9m da sua beleza e raridade de composi\u00e7\u00e3o, guarda uma das melhores colec\u00e7\u00f5es de porcelana da dinastia Ming.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a maior parte da estrutura arquitect\u00f3nica \u00e9 desenvolvida no s\u00e9culo XVII por Jo\u00e3o Antunes, ser\u00e3o os descendentes dos Lancastre, futuros marqueses de Abrantes, que se encarregam de uma nova campanha de obras que privilegiar\u00e1 as artes decorativas.<\/p>\n\n\n\n<p>D. Pedro de Lancastre, 6\u00ba Conde de Vila Nova de Portim\u00e3o, e seu filho, D. Jos\u00e9 Maria, 6\u00ba Marqu\u00eas de Abrantes, v\u00e3o encarregar o pintor Pedro Alexandrino de Carvalho de decorar os tectos das salas de aparato e Pedro Ant\u00f3nio, Andr\u00e9 Jos\u00e9 e Andr\u00e9 Monteiro da pintura mural, conjunto de uma erudita abordagem ao gosto <em>pompeiano <\/em>que invoca a mitologia greco-romana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Alexandrino, c\u00e9lebre pelas v\u00e1rias campanhas decorativas em Lisboa, como os altares da Igreja dos M\u00e1rtires, ou o tecto da Igreja do Loreto, vai assim pintar algumas salas de aparato &#8211; na Sala da M\u00fasica duas composi\u00e7\u00f5es aludem \u00e0 obra virgiliana, com <em>Juno implorando a \u00c9olo que mande ventos contra a frota de Eneias<\/em>, e <em>V\u00e9nus pedindo a Vulcano que forje armas para o her\u00f3i<\/em>. Em seu redor, representam-se alegorias das artes liberais, os quatro continentes e as quatro esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sal\u00e3o representam-se <em>Polifemo e Galateia<\/em> e o <em>Julgamento de Paris<\/em>, bem como cenas das Metamorfoses de Ov\u00eddio como <em>Dafne a ser perseguida por Apolo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, com a Monarquia Liberal, a fam\u00edlia cai em decl\u00ednio financeiro e \u00e9 obrigada a arrendar o pal\u00e1cio &#8211; primeiro \u00e0 vi\u00fava de Dom Pedro I do Brasil, a Imperatriz Am\u00e9lia de Beauharnais, depois \u00e0 Infanta D. Ana de Jesus, Duquesa de Loul\u00e9, e mais tarde ao ent\u00e3o Conde de Armand, chefe da diplomacia francesa em Portugal que propiciou em 1909 a compra do pal\u00e1cio pelo estado Franc\u00eas, transformando-o em Embaixada de Fran\u00e7a, fun\u00e7\u00e3o que at\u00e9 hoje perdura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pal\u00e1cio de Santos &#8211; Embaixada de Fran\u00e7a em Portugal \u00e9 um dos mais belos e importantes pal\u00e1cios de Lisboa. 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