Arquitectura residencial, neoclássica. Palácio real de planta retangular simples, desenvolvendo-se em quatro alas em torno de pátio retangular, possuindo, nas alas norte e sul, pequenos pátios internos. Fachadas em cantaria calcária, evoluindo em dois e três pisos, aproveitando o desnível do terreno, divididos por entablamentos e com diferentes ordens arquitetónicas, mas de base toscana, possuindo mezzanino, no último ou no primeiro piso, rematando em entablamento e platibanda balaustrada, ostentando panóplias sobre os corpos torreados que flanqueiam a fachada principal.
Classificado como Monumento Nacional, foi construído após o terramoto de 1755 para substituir a ''Real Barraca'', assim designada por ser de madeira.
O projeto inicial (1795), de Manuel Caetano de Sousa, sofreu uma significativa alteração com o novo projeto (1802), de inspiração neoclássica em cantaria lavrada, da autoria dos arquitectos. Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva.
O Palácio foi habitado com muitas interrupções, e mesmo inacabado funcionou como Paço Real a partir do Reinado de D. Luís I (1833-1889), que aí se instalou definitivamente, e o responsável pela recriação da sua decoração, que removeu parte do esplendor decorativo do final do séc. XVIII e início do XIX, executado por ordem de D. João VI. A zona museológica do palácio real apresenta pisos em parquet, paredes pintadas ou forradas a seda, com lambrins de madeira pintada de branco e dourado, ostentando tectos com pinturas neoclássicas, originais, ou pinturas do final do séc. XIX. Palácio bastante amplo, onde decorrem, actualmente, parte das cerimónias oficiais do estado português e recepções aos chefes de estado estrangeiros, que serviu de residência real ao antepenúltimo monarca português, o rei D. Luís I,
Encerrado após a implantação da República, o interior do Palácio foi musealizado, a partir de 1968, oferecendo um importante acervo de mobiliário, ourivesaria, pratas e joalharia, com destaque para a coleção das Joias da Coroa Portuguesa. No amplo vestíbulo de acesso ao pátio interno, possui importante colecção de escultura do final do séc. 18 e início do séc. 19, reunindo exemplares dos melhores mestres deste período, de Machado de Castro a Francisco de Assis, passando por João José Aguiar e outras oficinas fundamentais da estatuária portuguesa.
Palácio Nacional da Ajuda
- Largo da Ajuda
1349-021 Lisboa






