Como Órgão Cultural da Marinha de Guerra Portuguesa, o Museu de Marinha não se dedica em exclusivo à area militar naval, mas sim a tudo o que se relaciona com as diversas actividades humanas ligadas ao mar. O Museu é, portanto, um Museu Marítimo e, por esse motivo, designa-se por Museu de Marinha e não Museu da Marinha.
D. Luís I, o único rei português que foi oficial de Marinha e comandante de navios de guerra, fundou o museu em 1863. O Museu ficou inicialmente ligado à antiga Escola Naval, que funcionava no edifício do Arsenal da Marinha, em Lisboa, e o seu património foi, então, constituído por peças pertencentes à colecção da Casa Real, que por esta lhe foram doadas.
Em 1916, um grande incêndio destruiu irremediavelmente uma grande parte do seu património e em 1947, recebeu um valioso legado, que lhe foi feito pelo grande colecionador e amigo da Marinha, Henrique Seixas.
Em 1948, o Museu foi transferido para o palácio dos condes de Farrobo, nas Laranjeiras. Por fim, em 1962, um século depois da sua fundação, foi transferido para o Mosteiro dos Jerónimos, onde actualmente se encontra.
O seu património tem vindo a ser enriquecido, ao longo dos anos, com modelos construídos nas suas próprias oficinas e com muitas peças adquiridas no exterior e outras doadas por amigos do Museu.
O museu inclui o Pavilhão das Galeotas que alberga as embarcações reais, como o bergantim, mandado construir em 1780, e que navegou pela última vez em 1957, por ocasião da visita oficial da Rainha Isabel II de Inglaterra a Portugal.
Este pavilhão, construído em finais da década de 1950 com projeto de arquitetura do Prof. Arquiteto Frederico George, é o primeiro edifício construído em Portugal de raiz, para albergar coleções museológicas.
Museu de Marinha
- Praça do Império
1400-206 Lisboa



