Construída por iniciativa do Rei D. João V, para albergar uma venerada imagem do Menino Deus, com fama de milagrosa, e em acção de graças pelo nascimento do herdeiro, esta magnifica Igreja resistiu ao Terramoto de 1755.
A fachada é composta por três corpos, divididos por colunas da ordem dórica, abrindo-se no corpo central a porta, ladeada por colunas da ordem coríntia.
No espaço interior maneirista, de planta centrada, encontramos um claustro e um retábulo com colunas da ordem coríntia. Mármores policromos, embrechados e pinturas de Vieira Lusitano, Oliveira Bernardes, André Gonçalves e de André Rubiere revestem o interior. As suas obras tiveram início em 1711, segundo plano do arquitecto régio João Antunes, sendo depois continuada por Frederico Ludovice, em 1736.
A fachada principal, cujo coroamento nunca foi terminado, apresenta um majestoso portal com colunas coríntias. De planta octogonal, o seu interior destaca-se pela policromia dos mármores, em particular no retábulo da capela-mor, e ainda pela talha dourada e pelas telas dos restantes retábulos, atribuídas a diversos autores, em particular a Vieira Lusitano, André Rubira e André Gonçalves.
Chamamos ainda a atenção para a pintura do tecto da nave, em trompe l’oeil, e para a estatuária de João António Bellini de Pádua.
Igreja do Menino Deus
- Calçada do Menino Deus 25,
1100-466 Lisboa



