Aqui se ergueu o primeiro convento dominicano de Lisboa, fundado em 1241. É uma igreja barroca com alguns traços maneiristas, de nave única em cruz latina, transepto saliente, capela-mor retangular, cripta circular, claustro e sacristia, cujo exterior se caracteriza pela simplicidade de linhas e o interior por uma riqueza eclética, onde ainda se destacam as suas colunas gigantes, a policromia dos mármores e a azulejaria.
O terramoto de 1755 apenas preservou a capela-mor barroca, da autoria de João Frederico Ludovice.
O corpo da igreja foi então renovado sob a orientação de Carlos Mardel, integrando na sua fachada o portal oriundo da Capela Patriarcal do Paço da Ribeira.
Em 1834, a igreja tornou-se a paroquial de Santas Justa e Rufina. Em 1959, um grande incêndio consumiu a igreja, tendo as obras de recuperação mantido os efeitos do incêndio, o que lhe confere uma fisionomia única.
Na portaria nascente está sepultado o grande escritor e mestre de espiritualidade Frei Luís de Granada (morto em 1588). Nesta igreja tiveram lugar os casamentos reais de D. Pedro V (1853), D. Luís (1862) e D. Carlos (1886).
Em função de todas as obras de restauro e tragédias pelas quais a Igreja de São Domingos passou, ela tem traços de diversos estilos arquitetônicos, se sobressaindo o barroco e o maneirista.
A Igreja de São Domingos foi por muito tempo uma das mais importantes de Lisboa.
Era também daqui que saíam em procissão os condenados à morte pela Inquisição.
Igreja de São Domingos
- Largo São Domingos
1150-320 Lisboa
