É a igreja da comunidade italiana de Lisboa desde 1518, primitivamente edificada junto à muralha ocidental da cidade e dedicada a Nossa Senhora do Loreto na Itália, onde se encontra a Casa da Sagrada Família de Nazaré. Foi reconstruída, depois do terramoto, em 1785.
A igreja está dependente da Nunciatura Apostólica, razão pela qual as armas pontifícias encimam o seu portal, numa escultura da autoria de Francesco Borromini.
Também na frontaria, observam-se as esculturas de Nossa Senhora do Loreto, de São Pedro e São Paulo. No interior, destacam-se os mármores italianos, as pinturas dos retábulos dos altares laterais e as dos nichos sobranceiros, com pinturas em trompe l’oeil simulando estátuas, bem como a pintura do tecto da nave, atribuída a Pedro Alexandrino. São ainda dignos de nota a sacristia e o órgão setecentista.
A igreja, também chamada Igreja dos Italianos foi elevada por D. João V, em 1518, para acolher os muitos italianos, principalmente venezianos e genoveses, comerciantes em Lisboa.
Esta igreja é constituída por uma nave central com doze capelas laterais que apresentam os doze apóstolos. Essas capelas têm como revestimento mármore italiano. Na fachada principal, além da imagem de Nossa Senhora do Loreto, pode-se observar as armas pontifícias, de autoria de Borromini, ladeadas por dois anjos. Possui ainda um órgão de tubos datado do século XVIII.
Aquando da edificação da Cerca de D. Fernando foi construída mesmo junto à igreja do Loreto a torre norte da Porta de Santa Catarina.
Largo do Chiado 16, 1200-108 Lisboa
Igreja de Nossa Senhora da Encarnação
Erigida no local antigamente designado por Largo das Duas Igrejas, em frente da Igreja do Loreto, aqui se localizavam as históricas portas da cidade, na muralha fernandina, as portas de Santa Catarina.
A paróquia da Encarnação já existia em 1516, mas com sede na Igreja do Loreto. Em 1698, D. Elvira de Vilhena, dama da Rainha D. Luísa de Gusmão e de sua filha D. Catarina, viúva do Conde de Pontével, doou terrenos e bens para a construção de uma igreja em substituição da primitiva ermida do Alecrim, na qual se instalara a sede da paróquia da Encarnação, saída da igreja de Nossa Senhora do Loreto, em 1651. Assim, os paroquianos poderiam celebrar as suas liturgias e sepultar os seus mortos. Em 1707, destruiu-se a torre sul das portas de Santa Catarina e uma parte da muralha da cidade para ampliar o espaço destinado à Igreja, que foi inaugurada em 1708.
Muito danificada pelo Terramoto de 1755 e pelo incêndio que se lhe seguiu, foi reconstruída seguindo o projeto do arquiteto Manuel Caetano de Sousa (1738-1802) e reaberta ao culto em 1784.
Na fachada tardo-barroca, composta por três corpos, destacam-se seis pilastras coríntias que acentuam a verticalidade do edifício. O portal, também com colunas coríntias, apresenta um baixo-relevo que representa o “Mistério da Encarnação”. Sobre as portas laterais, rasgam-se dois nichos que abrigam as pequenas imagens seiscentistas de Santa Catarina e Nossa Senhora do Loreto, que presidiam, inicialmente, às portas de Santa Catarina. A coroar este conjunto, pode-se observar um frontão triangular, de meados do século XIX e seis fogaréus laterais.
No interior, apresenta nave única, com capela-mor profunda e abóbadas de canhão. Predominantemente revestida a mármore, a igreja possui oito capelas laterais inscritas em arcos de volta perfeita e dois púlpitos afrontados. Do lado direito, as capelas são dedicadas à Rainha Santa Isabel, Santa Teresinha do Menino Jesus, São João Paulo II e S. Miguel Arcanjo. Do lado esquerdo, a Santo António de Lisboa, Nossa Senhora da Salvação, Nossa Senhora de Fátima e Santíssimo Sacramento / Sagrado Coração de Jesus. A pintura do teto é da autoria de Pedro Alexandrino (1729-1810), artista do final do barroco, e a imagem do altar-mor, representando Nossa Senhora da Encarnação, foi esculpida por Machado de Castro. À entrada, do lado esquerdo, encontra-se a capela batismal, com imagens do Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores e, do lado direito, a capela em forma de gruta, dedicada a Santa Maria Goretti, concebida, em 1954, pelo pintor e arquiteto João Sousa Araújo. De destacar, ainda, na capela do Santíssimo Sacramento, a grade cinzelada e dourada, de meados de oitocentos, da autoria de Marçal José Romão.
Na sacristia existe um quadro representando a benemérita D. Elvira de Vilhena, tendo como pano de fundo a imagem mais antiga que se conhece da frontaria da primitiva Igreja da Encarnação.
Espaço de arte, a igreja é também um lugar de memória. Entre 1948 e 1957, aqui foi pároco o Padre Abel Varzim (1902-1964), que teve uma importante ação cultural e humanitária no seio da igreja e da sociedade portuguesa. Integra o conjunto de igrejas monumentais localizadas na malha oitocentista do Chiado juntamente com Nossa Senhora do Loreto e Nossa Senhora dos Mártires, com a qual apresenta algumas afinidades.
Igreja de Nossa Senhora do Loreto
- Largo do Chiado, 15
Lisboa





